Julio Balestrin a pedido do Biólogo Richard Rasmussen, testa luva contra mordida de Naja nivea em safari sul-africano. Feito inédito, tensão e ciência no Ep. 4 do CTRC Oficial.
Johannesburg, África do Sul — 31 de outubro de 2025 — Em um episódio eletrizante que mistura adrenalina, ciência e inovação, o biólogo Richard Rasmussen e o fisiculturista Julio Balestrin enfrentaram o que pode ser considerado um dos desafios mais arriscados de sua carreira: manusear a Naja nivea, uma das cobras mais venenosas do mundo, em uma expedição inédita pelo safari da África do Sul.

Gravado para o canal CTRC Oficial de Renato Cariani, pelo cinegrafista Maurição, o Episódio 4 da série “Expedição África” — com mais de 590 mil visualizações em menos de uma semana — documentou um teste radical: a apresentação de uma luva protetora especial, confeccionada pelo lendário pesquisador Mike, que permitiu que a cobra mordesse o dedo de Richard sem consequências letais.
O momento, tenso e apreensivo para o biólogo, marcou a primeira vez na história registrada que tal manobra foi filmada com essa espécie, elevando o risco a níveis extremos. Em primeira mão, dissecamos esse feito histórico, explorando os bastidores, a ciência por trás e o impacto educativo de uma aventura que une coragem humana à preservação da vida selvagem, realizado pelo professor mais querido do Brasil: RICHARD RASMUSEN.

A série “Expedição África”, produzida pelo canal do influenciador Renato Cariani e estrelando Richard Rasmussen – o “caçador de cobras” brasileiro com milhões de seguidores – e Julio Balestrin, o bodybuilder de 1,90m conhecido por desafios físicos extremos, é um mergulho no coração da savana sul-africana. Lançado em outubro de 2025, o Episódio 4 foca no manejo de serpentes venenosas, uma das atividades mais perigosas do safari. A dupla, acompanhada por uma equipe de especialistas locais, viajou para reservas privadas perto de Johannesburg, onde a biodiversidade de répteis é uma das mais ricas do continente.

Desde o início, o tom é de reverência misturada a tensão. “Viemos para isso”, declara Balestrin nos primeiros segundos, enquanto se prepara para entrar em um espaço confinado repleto de cobras. Julio, com seu humor característico, brinca: “Só não me tranca em espaço fechado”.
A Expedição África: Um Encontro com o Selvagem
A instrução prévia é clara: “Precisamos de regras, espaço e conexão”, enfatiza o guia Richard, alertando sobre o risco de uma cobra escapar e atacar. O episódio educa enquanto entretém, listando ameaças como a black mamba (a mais rápida do mundo, capaz de matar em horas), a víbora Gaboon (com presas de 5 cm, as maiores do planeta) e a puff adder (responsável por mais acidentes na África subsaariana).
Mas o clímax é a Naja nivea, também conhecida como Cape Cobra — uma elapídeo de veneno neurotóxico devastador, que paralisa o sistema nervoso em minutos, causando paralisia respiratória e morte sem antídoto imediato. “É uma das mais tóxicas da África”, explica Richard, com a voz grave, enquanto a cobra, agitada, abre sua “capela” característica em defesa.
O Feito Inédito: A Luva de Mike e o Mordida que Parou Corações

O coração do episódio é a demonstração da luva protetora, uma invenção artesanal do pesquisador Mike, um sul-africano com mais de 60 anos de experiência e detentor de milhares de espécimes em sua coleção privada – uma das maiores da África. Mike, fundador da African Reptiles and Venom, é uma lenda no mundo da herpetologia: desde os anos 1960, ele captura, estuda e produz antivenenos, tendo sido mordido dezenas de vezes e sobrevivido graças a imunizações experimentais. “Mike é o cara que faz o serviço acontecer”, elogia Richard, apresentando-o como mentor da expedição.
A luva, feita de couro reforçado com camadas de kevlar e malha metálica interna, foi projetada especificamente para najas – cobras ágeis e agressivas que atacam com precisão cirúrgica. “Essa luva é para os valentes”, brinca Julio, enquanto Richard a calça, visivelmente tenso. O teste? Oferecer o dedo enluvado diretamente à boca da Naja nivea, permitindo uma mordida completa para provar a eficácia.

A cena é de tirar o fôlego. Balestrin estende o braço devagar, a cobra – uma fêmea de 1,5 metro, olhos negros fixos – reage instantaneamente. “Olha, ela abriu! Ela abriu agora, cara! Coloca seu dedo na boca dela”, grita Richard, voz trêmula de apreensão, enquanto a Naja crava as presas no couro da luva, vestida nas mãos do gigante Balestrin.
O momento dura eternos segundos: a cobra injeta veneno (inofensivo pela barreira), balança a cabeça em fúria, e Richard congela, suor escorrendo. “Levanta a mão! Isso aí, isso aí!”, incentiva Julio, se movendo de perto. A tensão é palpável — Richard confessa depois: “Foi o momento mais tenso da minha vida. Meu coração batia a mil. Se a luva falhasse, era game over”.
Mike, ao fundo, observa sereno: “É a primeira vez que isso é mostrado no mundo. Ninguém nunca fez isso documentado”. A luva resiste: as presas perfuram o exterior, mas o interior permanece intacto, sem penetração. “Você é louco! Que honra”, ri Julio, aliviando a atmosfera.

Esse teste não só valida a invenção – que Mike desenvolveu após anos de acidentes em campo – como marca um marco na herpetologia prática: uma ferramenta acessível para pesquisadores, reduzindo riscos em 80%, segundo estimativas preliminares de Mike.

A Ciência por Trás: Venenos, Riscos e Lições de Sobrevivência
O episódio não é só espetáculo; é aula magna sobre serpentes africanas. Richard e Mike dissecam toxinas: a Naja nivea tem veneno neurotóxico (dendrotoxinas), paralisando músculos em 15-30 minutos – “Seu diafragma para, o coração falha, é uma morte horrível”, explica o biólogo. Comparações com a black mamba (a mais letal, com LD50 de 0,25 mg/kg) e a puff adder (mais acidentes, veneno hemotóxico que causa necrose) destacam perigos: África registra 20-30 mil mordidas/ano, com 10% fatais.
Mike compartilha bastidores: “Eu produzo antivenenos injetando veneno em cavalos, extraindo anticorpos. Em 2008, estudei autoimunização em humanos nos EUA – gente que se vacina contra mordidas para manusear livremente”. Ele revela sua coleção: “Algumas capturadas, outras criadas. São ferramentas para ciência, não troféus”. O episódio educa sobre prevenção: “Fique alerta, mantenha distância. Aqui, só gente boa veio”, brinca Richard.

Julio Balestrin, o “gigante gentil”, adiciona leveza: “Esses caras são como bebês: comem, dormem e… você sabe”. Sua presença contrasta com a expertise de Richard, criando dinâmica perfeita – força bruta meets ciência precisa.
Impacto e Legado: Um Vídeo que Salva Vidas e Inspira

Lançado em 31 de outubro, o episódio explodiu: 590 mil views, 45 mil likes e 2.300 comentários em dias. “Insano! Salvem esse vídeo, é aula de vida”, comenta um fã. Patrocinado por GFarma e UseAlphaCo, reforça mensagens de saúde e aventura responsável. Richard, com 2 milhões de inscritos, usa o conteúdo para advocacy: “Não somos malucos; mostramos respeito pela natureza. Essa luva pode salvar herpetólogos no mundo todo”.
Mike, aos 80 anos, vê no feito um legado: “60 anos lidando com najas me ensinaram: inovação salva mais que bravura”. A dupla planeja mais episódios, incluindo imersões em reservas anti-caça.
“Essa mordida foi o teste final: a luva aguentou, e nós também. África nos ensina humildade.“ – Richard Rasmussen.
A REDAÇÃO.